Com os punhos cerrados, os ouvintes estarrecidos entoavam as estrofes de músicas como "Bombtrack" e "Peopleof The Sun", embalados pelos riffs da guitarra do excepcional Tom Morello. "Estar aqui é um privilégio", gritou alguém da pista premium. De fato ficar tão próximo do RATM era uma oportunidade quase única, com custo muito alto (pouco mais de R$ 1600 pelos três dias de festival), que constrastava com as letras e a postura da banda. Indignados com essa diferença, os fãs que estavam na pista comum tentaram invadir a pista premium, fazendo com que a banda paralisasse o show e pedisse calma. Zack de la Rocha chamou os espectadores de irmãos e pediu que uns protegessem os outros. Depois da pausa, a banda voltou com "Bulls on Parade". Em seguida, o show foi interrompido novamente, desta vez, por um problema no som.
Com os problemas resolvidos, o Rage Against The Machine retomou a apresentação e não parou mais. Demonstrando alegria com a resposta do público brasileiro - que esperou quase 20 anos - a banda tocou "Guerrilha Radio", "Bullet in your head" e "Battle of Los Angeles".
Seguindo a tônica politizada do show, o RATM fez uma pausa para a introdução do hino da Internacional Comunista e fechar a apresentação com "Freedom" e "Killing in the name on", para delírio dos fãs.
No palco, o RATM é entrosado, eficiente e matador. Ao lado de Zack de la Rocha e Tom Morello, Brad Wilk e Tim Commerford formam um conjunto de uma presença de palco difícil de se encontrar em outras bandas, que alinhada ao peso e atitude dos músicos, faz do RATM uma das bandas mais influentes da atualidade.
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