domingo, 10 de outubro de 2010

Por Juliana Destro e Carla Navarrete,

A sirene e a estrela vermelha anunciavam que a atração mais esperada do festival SWU (Starts With You) e - porque não - o melhor show do ano, estava para começar. O Rage Against The Machine subiu ao Palco Ar quando já passava das 22h, com Zack de la Rocha despejando "Testify" em um público sedento.
Com os punhos cerrados, os ouvintes estarrecidos entoavam as estrofes de músicas como "Bombtrack" e "Peopleof The Sun", embalados pelos riffs da guitarra do excepcional Tom Morello. "Estar aqui é um privilégio", gritou alguém da pista premium. De fato ficar tão próximo do RATM era uma oportunidade quase única, com custo muito alto (pouco mais de R$ 1600 pelos três dias de festival), que constrastava com as letras e a postura da banda.
Indignados com essa diferença, os fãs que estavam na pista comum tentaram invadir a pista premium, fazendo com que a banda paralisasse o show e pedisse calma. Zack de la Rocha chamou os espectadores de irmãos e pediu que uns protegessem os outros. Depois da pausa, a banda voltou com "Bulls on Parade". Em seguida, o show foi interrompido novamente, desta vez, por um problema no som.
Com os problemas resolvidos, o Rage Against The Machine retomou a apresentação e não parou mais. Demonstrando alegria com a resposta do público brasileiro - que esperou quase 20 anos - a banda tocou "Guerrilha Radio", "Bullet in your head" e "Battle of Los Angeles".
Seguindo a tônica politizada do show, o RATM fez uma pausa para a introdução do hino da Internacional Comunista e fechar a apresentação com "Freedom" e "Killing in the name on", para delírio dos fãs.
No palco, o RATM é entrosado, eficiente e matador. Ao lado de Zack de la Rocha e Tom Morello, Brad Wilk e Tim Commerford formam um conjunto de uma presença de palco difícil de se encontrar em outras bandas, que alinhada ao peso e atitude dos músicos, faz do RATM uma das bandas mais influentes da atualidade.

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