sábado, 16 de outubro de 2010

Guns N'Roses: Axl e Duff no mesmo palco depois de 17 anos



O segundo show do GUNS N'ROSES na arena O2 em Londres, Inglaterra, contou com a presença de Duff Mckagan, ex-baixista da banda (formação original). Foi uma surpresa para todos os fãs, não só os que estavam lá vendo o show, mas todos que acompanharam os updates pelos sites e fóruns na internet.
Duff subiu ao palco e então, junto com a banda, executaram o clássico "You Could Be Mine", que também foi tocada em toda a turnê Use Your Illusion (1991-1993), na qual o baixista ainda fazia parte do conjunto. Após a canção Axl brincou: "Tinha um cara tocando músicas barulhentas no meu corredor, quem era essa porra? Era o Duff!".
Mais tarde, em outro momento do show, Duff voltou ao palco e tocou guitarra em "Knockin' On Heaven's Door" e "Nice Boys" (cover Rose Tattoo) com a banda. Esta última foi executada várias vezes na década de 80 pela formação original. Duff também participou da clássica "Patience", tocando uma espécie de percussão e fazendo backin' vocal.

Abaixo, fotos do show.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Helloween estreia videoclipe para a música "Are You Metal?"

O Helloween lançou nesta semana seu novo videoclipe, feito para a música "Are You Metal?".

A canção faz parte do 13º álbum de estúdio dos alemães, "7 Sinners", com lançamento marcado para o próximo dia 31 de outubro, ou seja, o halloween.

"7 Sinners" sucede o a coletânea "Unarmed: Best of 25th Anniversary", de 2009, que trouxe versões acústicas e orquestradas de clássicos da banda mas não agradou muito o público. O vocalista Andi Deris garante que este novo trabalho do Helloween será pesado, como os fãs querem:

"Para aqueles que estavam reclamando sobre o último CD, este novo vai ser bem pesado e rápido.", disse Deris em um vídeo gravado nos bastidores da produção de "7 Sinners".

http://www.youtube.com/watch?v=24JnVQ3i7fw&feature=player_embedded


fonte- Diego Marques- cifraclub.com.br

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Green Day volta ao Brasil depois de 12 anos e avisa: "vai ser o melhor show de suas vidas"

Em 1998, quando pisaram no Brasil pela primeira e única vez, Billie Joe Armstrong, Tré Cool e Mike Dirnt tocavam um rock sujinho e de letras espertas, com algumas poucas baladas de alívio.

Banda Nevilton vence concurso para abrir show do Green Day em SP

A partir de quarta (13/10), quando voltam para quatro shows, os tiozinhos do Green Day vão encher arenas com seus álbuns de "ópera-rock" e suas músicas épicas.

O baterista Tré Cool argumentou, em entrevista ao Folhateen, por telefone, que a banda é como um bom vinho: melhora com o tempo.

Sobre a demora em voltar ao Brasil, após expectativas frustradas em 2006, Tré ironiza: "É melhor tarde do que nunca, não é?".

O Green Day toca em Porto Alegre (13/10), no Rio (15/10), em Brasília (17/10) e em São Paulo (20/10). Ainda há ingressos para todos os shows.

Da esquerda para a direita: Tré Cool, Billie Joe Armstrong e Mike Dirnt, do Green Day

Tré explica que o grupo esteve ocupado nos últimos anos divulgando os discos "American Idiot" (2004) e "21st Century Breakdown" (2009), além de projetos paralelos, como o musical da Broadway que leva o mesmo nome do álbum de 2004.

"Agora, é ótimo estar em uma posição que nos permite visitar vários países, como o Brasil", conta o músico.

Com mais de 20 anos de carreira, o Green Day se reinventou com o disco conceitual "American Idiot", que conta a história do anti-herói "Jesus of Suburbia" e, assim, conquistou novos fãs.

Os shows focam em "21st Century Breakdown", que conta a vida de dois jovens nos anos da presidência de George W. Bush (2001-2009).

"Mudamos o set-list a cada show", avisa Tré. "Sentimos a energia do público. Às vezes, aceitamos sugestões de músicas ou começamos a tocar uma canção que não tocamos há dez anos."

Entre os sucessos "Boulevard of Broken Dreams", de "American...", e "21 Guns", de "21st Century...", Tré adianta que geralmente tocam "Dominated Love Slave", do "Kerplunk" (1992), e "Burnout" e "Welcome to Paradise", do "Dookie" (1994).

A plateia, de acordo com Tré, costuma ser uma "incrível mistura de gerações".

Os fãs brasileiros se mobilizaram no começo do ano para trazer a banda, inclusive criando um vídeo com a participação de dezenas deles (vimeo.com/9481874).

"Eles podem ter certeza de que será o melhor show de rock que eles já viram na vida", gaba-se Tré. E por quê? "Porque o Green Day está chegando, baby."

domingo, 10 de outubro de 2010

Por Juliana Destro e Carla Navarrete,

A sirene e a estrela vermelha anunciavam que a atração mais esperada do festival SWU (Starts With You) e - porque não - o melhor show do ano, estava para começar. O Rage Against The Machine subiu ao Palco Ar quando já passava das 22h, com Zack de la Rocha despejando "Testify" em um público sedento.
Com os punhos cerrados, os ouvintes estarrecidos entoavam as estrofes de músicas como "Bombtrack" e "Peopleof The Sun", embalados pelos riffs da guitarra do excepcional Tom Morello. "Estar aqui é um privilégio", gritou alguém da pista premium. De fato ficar tão próximo do RATM era uma oportunidade quase única, com custo muito alto (pouco mais de R$ 1600 pelos três dias de festival), que constrastava com as letras e a postura da banda.
Indignados com essa diferença, os fãs que estavam na pista comum tentaram invadir a pista premium, fazendo com que a banda paralisasse o show e pedisse calma. Zack de la Rocha chamou os espectadores de irmãos e pediu que uns protegessem os outros. Depois da pausa, a banda voltou com "Bulls on Parade". Em seguida, o show foi interrompido novamente, desta vez, por um problema no som.
Com os problemas resolvidos, o Rage Against The Machine retomou a apresentação e não parou mais. Demonstrando alegria com a resposta do público brasileiro - que esperou quase 20 anos - a banda tocou "Guerrilha Radio", "Bullet in your head" e "Battle of Los Angeles".
Seguindo a tônica politizada do show, o RATM fez uma pausa para a introdução do hino da Internacional Comunista e fechar a apresentação com "Freedom" e "Killing in the name on", para delírio dos fãs.
No palco, o RATM é entrosado, eficiente e matador. Ao lado de Zack de la Rocha e Tom Morello, Brad Wilk e Tim Commerford formam um conjunto de uma presença de palco difícil de se encontrar em outras bandas, que alinhada ao peso e atitude dos músicos, faz do RATM uma das bandas mais influentes da atualidade.

sábado, 9 de outubro de 2010

Origem do logotipo do Iron Maiden?

O Blog Flight 666 publicou em agosto de 2009 uma curiosa nota sobre a possível origem da fonte usada no logotipo da banda IRON MAIDEN. O cartaz ao lado, do filme "The Man Who Fell to Earth" ("O Homem Que Caiu na Terra", no Brasil) foi lançado em 1976. Qualquer coincidência com a fonte do logotipo do IRON MAIDEN, é mera semelhança. O cartaz foi inspiração direta do logo da Donzela ou a fonte estava disponível para uso por artistas na década de 70? Infelizmente há poucas informações sobre as reais origens do logotipo do IRON MAIDEN.





Leia mais no Blog Flight 666

Hipocrisy (Carioca Clube, São Paulo, 22/09/2010)

O dia 22/09/10 ficará marcado como o fim de uma espera de 18 anos (contando o lançamento do primeiro álbum); pois finalmente o HYPOCRISY, um dos pilares do Death Metal Europeu, tocou em nosso país, mais precisamente em São Paulo, no já tradicional Carioca Clube.

Por volta de 20h fomos informados ainda na fila, que o show previsto para começar às 21h00 iria atrasar por conta de uma confusão com o envio do equipamento da banda, por parte da companhia aérea.

Instantes antes das 21h, o GENOCIDIO, formado por W. Perna (baixo), Murillo L. (voz), Dennis D. (guitarra) e Fabio M. (bateria), sobiu ao palco do Carioca Clube dando inicio ao show com a música "The Clan", do último disco. O público ainda era razoável, visto que muitos estavam entrando (E muitos mais nem sabiam da escalação da banda para a abertura, visto que seu nome não constou no cartaz) Tocaram músicas de várias fases da carreira, intercalando com último disco, como "Numbness Sunshine", "Condemnation" e "Uproar". e fecharam com um cover para "Black Magic", do SLAYER. No final, o saldo foi positivo, pelo ótimo e pesado show dessa lendária banda Brasileira.

No intervalo, para deleite dos fanáticos por futebol, foi transmitido no telão o jogo do Corinthians x Santos. A mim restou comprar cervejas e esperar pela atração principal.

Era passado das 22h quando a intro foi solta nos PAs, avisando a todos que era chegada a hora do HYPOCRISY colocar a casa abaixo, e o fizeram, logo na primeira música "Valley Of The Damned", do aclamado disco "A Taste of Extreme Divinity", de 2009. Sem mais delongas, mandaram "Hang Him High", do mesmo CD.

O som estava um pouco embolado, principalmente as guitarras, mas nada que comprometesse a apresentação como um todo.

Após Peter ter uma rápida conversa com o público, sons de teclado anunciaram a pesada e cadenciada "Fractured Millenium", música do disco "Hypocrisy". de 1999. "Adjusting The Sun" e a ótima "Eraser" (com Peter fazendo sua tradicional pergunta o ao público: Are you Ready?????) vieram na seqüencia.

As próximas 5 foram uma volta ao passado da banda, iniciando com um medley pra lá de pesado! "Pleasures of Molestation / Osculum Obscenum / Penetralia", tiradas dos dois primeiros álbuns da banda, "Penetralia" e "Osculum Obscenum". Continuando, foi a vez, para deleite total da velha guarda presente, da famigerada "Apocalypse", seguida por "The Fourth Dimension".

O público passou praticamente o show todo batendo cabeça, e volta e meia uma roda de mosh era formada. Por sua vez, Peter Tägtgren, Mikael Hedlund, Tomas Elofsson e Reidar "Horgh" Horghagen (esse último também baterista do lendário Immortal) fizeram um show mais "contido", mas mesmo assim com grande domínio do palco e do público.

O primeira do cd "Virus" foi a rápida "The Killing Art", seguida por "A Coming Race" e pela cadenciada "Let The Knife Do The Talking", com todos bradando Kill... Kill... Kill..., junto com Peter.

"Weed Out the Weak" e "Fire In The Sky" fecharam a primeira parte do show.

A banda se retirou e logo voltou para o tradicional (e manjado) bis com uma trinca de tirar o fôlego (se é que nos restava algum): A pesada, arrastada e hipnótica "The Final Chapter", a rápida "Warpath" e o clássico absoluto " Roswell 47" (Com direito a um "São Paulo 47" na parte final da música) formaram o "Capítulo Final" de mais esse grandioso espetáculo de Metal Extremo em São Paulo. Resta-nos torcer para que voltem mais vezes, e desta vez com mais shows pelo Brasil.

Set List Genocidio:
1. The Clan
2. Transatlantic Catharsis
3. Numbness Sunshine
4. Pilgrim
5. Condemnation
6. Fire Rain
7. Uproar
8. Black Magic

Set List Hypocrisy:
1. Intro
2. Valley Of The Damned
3. Hang Him High
4. Fractured Millenium
5. Adjusting The Sun
6. Eraser
7. Pleasures of Molestation / Osculum Obscenum / Penetralia
8. Apocalypse / The Fourth Dimension
9. The Killing Art
10. A Coming Race
11. Let The Knife Do The Talking
12. Weed Out the Weak
13. Fire In The Sky

Bis
14. The Final Chapter
15. Warpath
16. Roswell 47

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Slash: entra no mundo de filmes de terror

Além de ser um grande guitarrista, Slash agora entra para o mundo dos filmes, como revela o site Metal Hammer.
Slash entra no mundo do cinema com sua própria empresa, chamada "Slasher Filmes", tendo como seu primeiro filme a entrar em produção provavelmente intitulado "Notting To Fear", que contará a história de uma família que encontra um demônio sedento de sangue.

Fonte desta matéria: Metal Hammer


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Iron Maiden No Brasil 2011

Iron Maiden - Brasil 2011

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Confirmado: Iron volta ao Recife em março de 2011
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Ironmaníacos, está confirmado: o Iron Maiden está de volta ao Recife no dia 27 de março de 2011, em apresentação que vai rolar no Jockey Clube. Depois do show histórico do grupo no local, em março do ano passado, o espaço está se configurando como ideal para apresentações desse porte.

A produção para a vinda da D'onzela de Ferro é da Raio Lazer. Além da capital pernambucana, a turnê vai passar por Porto Alegre (RS), São Paulo e Brasília (DF).
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Ainda este ano, quem também deve aportar nos palcos recifenses são os norte-americanos da Slayer.
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Fonte: http://pe360graus.globo.com/diversao/diversao/musica/2010/10/07/BLG,5799,2,225,DIVERSAO,1066-CONFIRMADO-IRON-VOLTA-RECIFE-MARCO-2011.aspx
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Notícia de capa hoje no http://pe360graus.globo.com/ (site da globo nordeste)
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Pois é, recentemente o site da Gibson divulgou um Top 50 do que seriam os melhores solos de guitarra de todos os tempos, sendo a grande maioria de rock, será que o seu guitarrista preferido está listado?
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Confira abaixo a lista completa:
50 – ‘Beat It’ – Eddie Van Halen (Michael Jackson)
49 – ‘The Messiah Will Come Again’ – Roy Buchanan
48 – ‘The Great Curve’ – Adrian Belew (Talking Heads)
47 – ‘Off the Handle’ – Rory Gallagher
46 – ‘Dirt’ – Ron Asheton (The Stooges)
45 – ‘Highway Star’ – Ritchie Blackmore (Deep Purple)
44 – ‘Train Kept A-Rollin’ (ao vivo) – Joe Perry (Aerosmith)
43 – ‘Whole Lotta Love’ – Jimmy Page (Led Zeppelin)
42 – ‘The End’ – Paul McCartney, John Lennon e George Harrison (The Beatles)
41 – ‘Hitch a Ride’ – Tom Scholz (Boston)
40 – ‘Marquee Moon’ – Tom Verlaine (Television)
39 – ‘My Sharona’ – Berton Averre (The Knack)
38 – ‘Blue Sky’ – Duane Allman e Dickey Betts (The Allman Brothers Band)
37 – ‘Sympathy For the Devil’ – Keith Richards (Rolling Stones)
36 – ‘Besame Mucho’ – Wes Montgomery
35 – ‘Purple Haze’ – Jimi Hendrix
34 – ‘Don’t Believe a Word’ – Brian Robertson (Thin Lizzy)
33 – ‘Race With the Devil’ – Cliff Gallup (Gene Vincent)
32 – ‘Are You Experienced?’ – Jimi Hendrix
31 – ‘Time’ – David Gilmour (Pink Floyd)
30 – ‘Crossroads’ – Eric Clapton (Cream)
29 – ‘Machine Gun’ – Jimi Hendrix
28 – ‘Jessica’ – Dickey Betts (The Allman Brothers Band)
27 – ‘Heartbreaker’ – Jimmy Page (Led Zeppelin)
26 – ‘Purple Rain’ – Prince
25 – ‘Sweet Jane’ (ao vivo) – Steve Hunter e Dick Wagner (Lou Reed)
24 – ‘Rock Around the Clock’ – Danny Cedrone (Bill Haley & The Comets)
23 – ‘Cortez the Killer’ – Neil Young
22 – ‘One’ – Kirk Hammett (Metallica)
21 – ‘Texas Flood’ – Stevie Ray Vaughan
20 – ‘Sultans of Swing’ – Mark Knopfler (Dire Straits)
19 – ‘Like a Hurricane’ – Neil Young
18 – ‘Whole Lotta Rosie’ – Angus Young (AC/DC)
17 – ‘Mr. Crowley’ – Randy Rhoads (Ozzy Osbourne)
16 – ‘November Rain’ – Slash (Guns N’ Roses)
15. – ‘Since I’ve Been Loving You’ – Jimmy Page (Led Zeppelin)
14 – ‘Hot For Teacher’ – Eddie Van Halen (Van Halen)
13 – ‘Sweet Child O’ Mine’ – Slash (Guns N’ Roses)
12 – ‘Cause We’ve Ended as Lovers’ – Jeff Beck
11 – ‘Crazy Train’ – Randy Rhoads (Ozzy Osbourne)
10 – ‘Bohemian Rhapsody’ – Brian May (Queen)
09 – ‘Johnny B. Goode’ – Chuck Berry
08 – ‘While My Guitar Gently Weeps’ – Eric Clapton (The Beatles
07 – ‘Layla’ – Eric Clapton e Duane Allman (Derek & The Dominos)
06 – ‘Free Bird’ – Gary Rossington e Allen Collins (Lynyrd Skynyrd)
05 – ‘Comfortably Numb’ – David Gilmour (Pink Floyd)
04 – ‘Hotel California’ – Don Felder e Joe Walsh (The Eagles)
03 – ‘All Along the Watchtower’ – Jimi Hendrix 
02 – ‘Eruption’ – Eddie Van Halen (Van Halen)
01 – ‘Stairway to Heaven’ – Jimmy Page (Led Zeppelin)
 
 

Megadeth: "Começamos a trabalhar em algumas ideias!"

 

Rick Howells do The Times Leader entrevistou recentemente David Ellefson. Confira alguns trechos da entrevista abaixo.
Sobre voltar ao Megadeth  a tempo de celebrar o vigésimo aniversário do álbum definitivo da carreira da banda, "Rust In Peace":
"Foi muito bom. Eu acho que estar de volta e tocando músicas que já sabemos, aprendendo algumas que nunca tocamos antes, pra ser bem sincero, do 'Rust In Peace', mas voltar e fazer isto com uma mentalidade de comemoração foi uma ótima maneira de estar de volta."
"Eu acho que é certo que eu sou parte disto. Eu acho que os fãs estão empolgados principalmente, porque com algo assim, se trata apenas de fazer isto pelos fãs porque este é um dos álbuns favoritos deles."
"Todos nós queríamos que desse certo, todos nós queríamos completar a volta e agora eu posso com muita alegria dizer que conseguimos. Agora que fomos embora e fizemos todas estas outras coisas, eu acho que os fãs estão empolgados. Eu acho que os fãs estão com muita expectativa para ouvir o que Dave [Mustaine] e eu iremos fazer no próximo disco e e nós começamos a trabalhar em algumas destas ideias o máximo que podemos estando em turnê. É uma banda de rock n' roll. Nós não devemos pensar demais, tocar demais, fazer a mais. Você deve apenas poder entrar em um estúdio e poder deixar fluir, e é o que está acontecendo neste momento."
Sobre sair em turnê com Slayer e Anthrax pela primeira vez desde o "Clash of the Titans" em 1991:
"De uma maneira geral, há algumas coisas que não mudaram porque as bandas têm sua peculiaridade. Mas ao mesmo tempo, é muito mais tranquilo porque, 20 anos atrás, ainda estávamos lutando e nos matando para chegarmos ao topo, e agora todos nós já estivemos no topo. Eu acho que agora nós podemos sair com uma mentalidade bem diferente na estrada estando juntos e dar algumas risadas e realmente ficarmos muito mais confortáveis uns com os outros."
"Não é como ir lá e ouvir três bandas de heavy metal que fazem a mesma coisa a noite toda. Isto seria muito unidimensional e, na minha opinião, não iria entreter muito. Você não apenas vê três bandas celebrando o thrash com nossos fãs, mas você três bandas muito distintas e muito diferentes fazendo três coisas muito diferentes. Cada um de nós ajudou a criar um movimento cultural e é isto que as pessoas celebram após este tempo todo. Não é apenas uma música. Não é apenas um disco. É basicamente que nós três fazemos parte deste grande movimento cultural, que foi o thrash."

 

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Guitar Edge: entrevista com Adrian Smith, Dave Murray e Janick Gers

A revista americana Guitar Edge traz na sua edição de Novembro/Dezembro uma extensa matéria de capa com os três guitarristas do Iron Maiden, na qual os mesmos falam sobre turnê, novo álbum, influências e muito mais. Confira a entrevista na íntegra, em português! Tradução do blog Imprensa Rocker.

Enquanto o Iron Maiden conclui a perna norte-americana da atual turnê, a série de shows pode ser considerada um sucesso, com quase todo show vendendo todos os ingressos em tempo recorde. Mas independente das incríveis vendas, houve um pouco de frustração entre os fãs antigos do Maiden. As críticas envolveram o set lista da turnê, que consistiu de novo material ao invés dos verdadeiros e testados clássicos da banda. De fato, no show que a “Guitar Edge” foi, o repertório foi o assunto mais comentado pelo público – mais até do que as cervejas de 13 dólares. Mas não deixe isto te enganar ou fazê-lo acreditar que o título do novo álbum significa a aposentadoria do Maiden, como implicam os boatos. O Iron Maiden ainda se fortalece e maravilhosamente continua a cimentar seu lugar nos livros de história do Heavy Metal, mesmo após 35 ilustres anos como uma das maiores bandas de Metal do mundo. “The Final Frontier”, o 15º álbum de estúdio do Maiden estreou em quarto lugar nas paradas da Billboard nos Estados Unidos, se tornando o mais bem sucedido disco da banda até hoje nas paradas – sem mencionar que é o mais longo, totalizando 76 minutos e 34 segundos. Até esta matéria ficar pronta, o álbum também estreou em primeiro lugar nas paradas de mais de 20 países, inclusive em terras distantes, como Suíça, Japão e Brasil.


Nós nos encontramos com os guitarristas do Maiden para conversar sobre composições e tons um pouco antes deles saírem para necessárias férias – um curto fôlego antes de continuar a turnê no início de 2011.


Guitar Edge: Como foi a turnê?


Dave Murray:
A presença dos fãs foi absolutamente incrível. Nós amamos tocar e colaborar uns com os outros, e quando entramos no palco e o público está enlouquecido, bem… Há muitas coisas piores que poderíamos estar fazendo (risos). Em poucos shows nós ajustamos tudo e colocamos tudo no lugar. Antes da turnê começar, nós ensaiamos todo dia, mas quando você entra no palco, você tem todas estas distrações com as quais tem de se acostumar. Temos um novo Eddie para cada álbum e o de agora parece bem perverso, bem assustador, como um cruzamento de um alien com um predador.


Janick Gers: O público tem gostado bastante e estamos tocando material mais recente. Tocamos apenas uma canção do novo álbum, que é “El Dorado”, que foi a que disponibilizamos gratuitamente em nosso site antes do álbum sair, mas não tocamos outras músicas do novo disco, porque começamos a turnê antes dele sair. Nos anos 80 você poderia até fazer isso, mas agora você tem o “Youtube” e as músicas estariam disponíveis por aí. O timing entre esta turnê e o lançamento deste álbum foi meio dessincronizado. Quando continuarmos a turnê, no começo do próximo ano, esperamos tocar muitas das canções do novo álbum.


Guitar Edge: Nos conte sobre as composições do “The Final Frontier”.


Adrian Smith:
Steve (Harris) já não escreve tanto, então é basicamente eu, Janick e Dave trazendo as músicas. Foram todas canções recém compostas. Steve está mais interessado nas letras e nas melodias, assim como Bruce (Dickinson), e Steve coproduziu o álbum. Então todos contribuíram.


Dave Murray: Nós trazíamos canções completas e Steve escrevia as letras. Em uma canção, “When The Wild Wind Blows”, Steve escreveu tanto a música quanto a letra. Passamos algumas semanas na França ensaiando, tiramos um mês de folga e quando chegou a hora de irmos para o estúdio, já tínhamos 70% do material pronto para gravar.


Adrian Smith: Gravamos o álbum nos estúdios “Compass Point” – onde muitos dos álbuns históricos do Maiden foram feitos – nas Bahamas. Steve vive em Nassau agora e Kevin Shirley (o produtor do álbum) havia acabado de finalizar um álbum no “Compass Point” e gostou, então achamos que seria divertido voltar para lá. É uma boa sala. Tecnicamente, não é o melhor estúdio, mas a sala soa muito bem.


Janick Gers: E antes da turnê, trabalhamos em tocar estas canções de 10 minutos ao vivo, do início ao fim, e não pedaço por pedaço.



Guitar Edge: Há muitos grandes e inesperados momentos no “The Final Frontier”, como os acordes fusion no vocal de entrada de “Sattelite 15”… The Final Frontier”.


Dave Murray:
Aquilo foi tirado da demo de Adrian e foi ele quem tocou aqueles acordes interessantes.


Adrian Smith: Também em “Isle of Avalon”. Eu suponho que quando você toca sobre uma progressão de acordes como aquela, a canção acaba indo para um lado meio fusion.


Guitar Edge: Sim, o solo de “The Isle of Avalon” começa com um formato de som de Jazz. Vocês podem explicar?


Adrian Smith:
A idéia era fazer as coisas de uma forma um pouco diferente, um pouco mais livre. Eu não sei quais escalas usei, porque eu nunca estudei música e não sei ler música. Eu toco de ouvido, como a maioria dos músicos de Rock, e só conheço o que escuto.


Janick Gers: Foi um compasso 7/8 e haviam muitas coisas diferentes em contratempo com a bateria, e apenas usamos o que queríamos usar. Mas eu toco o que acho que encaixa. Eu não apareceria com algo completamente estranho, se não achasse que encaixaria.


Guitar Edge: Nos conte como vocês fazem para gravar os solos.


Adrian Smith:
Geralmente demora uma ou duas horas para termos um bom solo – para ter um bom som, fazer alguns takes, algumas revisadas e editar. Normalmente usamos o primeiro take, porque tem espontaneidade e energia, e então consertamos algumas coisinhas.


Dave Murray: Para os solos, você vai lá e apenas detona. Kevin então diz, “faça outro”, e você acaba fazendo três ou quatro vezes e vai a todo tipo de lugar. Então Kevin edita para que faça sentido.


Janick Gers: Tentamos fazer com que o solo se encaixe na música, e faça que a canção fique melhor. Há uma balança a se levar e conta – você quer deixar uma canção ótima e quer fazer um solo que melhore esta canção, mas não há necessidade de sair feito louco cada vez que você tem 10 segundos. Já passei desta fase, eu sei que posso fazer, mas esta não é a questão. Quero dizer, posso tocar tão rápido quanto quiser, mas isto não irá melhorar a música. Eu toco menos muitas vezes.


Com três guitarristas podemos ter uma megalomania de guitarras na qual todos enlouqueceríamos, mas isto não ajudaria a banda. Alguém com um grande ego não funcionaria nesta banda. Todos nós soamos tão diferentes, temos estilos diferentes, e abordamos a guitarra diferentemente, e isto parece se combinar para criar algo bem poderoso.


Qualquer um de nós poderia ser o guitarrista principal em outra banda, mas é um lance parecido com Keith Richards e Ronnie Wood. Ronnie é um tremendo guitarrista, mas você não enxerga isso realmente. Ele se une com Keith e juntos são melhores do que os dois individualmente. É meio como nós fazemos. Um de nós fica por trás para que o outro venha para a frente, ou tocamos menos numa sessão para que quando nos juntarmos, saia um cruzamento do som com um tocando o final alto, o outro tocando um final grave e o outro fazendo a base. Eu vejo isto como um grande quadro.


Guitar Edge: Quem são as influências de guitarra de vocês?


Adrian Smith:
Originalmente eu era vocalista, então comecei a tocar guitarra e me tornei um guitarrista/vocalista, então talvez meu estilo seja mais rítmico, por causa do meu vocal. Sempre toquei em guitarras com dois guitarristas, e costumávamos tocar coisas de bandas como Wishbone Ash e Thin Lizzy. Todos nós crescemos escutando o mesmo tipo de música. Quando eu era garoto, eram os Beatles – eles deixaram uma grande impressão – Free e artistas de Blues/Rock, como Johnny Winter, Pat Travers, Gary Moore e Deep Purple.


Janick Gers: Sim, cresci escutando o Deep Purple. Amo a voz de Ian Gillan, ainda me arrepia. Jeff Beck provavelmente é meu preferido. E tem Rory Gallagher, Django Reinhardt, David Gilmour, Paul Kossoff, Jimmy Page – mais pela forma de tocar as bases, que é incrível – e Tommy Bolin. Bolin não era um grande leitor de música, mas ele tocava com Billy Cobham. Ele não tem idéia do que está tocando, mas está sentindo. B.B. King, Eric Clapton… Estes caras nunca foram para a escola. Eles apenas sentiam.


Para mim, música é tocar o que você sente. Vem daqui (Gers aponta para o coração) e não daqui (ele aponta para a cabeça). Acho impossível tocar a mesma coisa duas vezes, porque me sinto diferente cada vez – e se você toca como se sente, como pode tocar a mesma coisa duas vezes? Não vim da “Berklee School” onde você trabalha em uma batida na sala de aula por seis dias. Não tenho problemas com isto, mas não é o que procuro.


Guitar Edge: A banda é conhecida pelas partes em harmonia, mas o que acontece nos casos das oitavas, como em “El Dorado”? Vocês separam as oitavas em múltiplas guitarras ou cada um toca todas as oitavas?


Dave Murray:
Adrian toca a base em “El Dorado” e Janick e eu tocamos juntos as oitavas. Nós não separamos as partes em altas e baixas oitavas, mas não há uma fórmula ou padrão estrito. Apenas vamos lá e fazemos e deixamos fluir. Portanto, quando precisamos aprender as músicas para uma turnê, realmente precisamos reaprender muita coisa que fizemos no estúdio.


Janick Gers: Frequentemente faço overdubs de oitavas, porque isto evidencia a melodia, mas eles podem estar em qualquer lugar. Posso colocá-las e mais tarde removê-las. O que importa são as freqüências fazer a guitarra soar maior – as guitarras soam comprimidas e finas como abelhas num jarro.


Guitar Edge: Qual o segredo para fazer funcionar um banda com três guitarristas?


Janick Gers:
Para mim, o que importa para as bandas é a química. Não importa os músicos individualmente. Muitas bandas tem isto de uma forma destrutiva e isto acaba tendo um efeito negativo; destrói a banda. O The Who criou um efeito positivo através da negatividade; eles tinha grandes argumentos. O mesmo com o Deep Purple.


Você pega os melhores músicos do mundo e ainda assim poderá ter uma banda de merda se não houver química. Ou você pode pegar John Lennon, Ringo Starr, Paul McCartney e George Harrison, que não eram músicos brilhantes, juntá-los e ter a melhor banda do mundo. Isto é o que faz as bandas acontecerem, e se você tem isto, você tem muita sorte.


Fonte: Blog Flight 666

Bon Jovi faz show hoje em São Paulo

A banda Bon Jovi não pisa em palcos da América do Sul há 15 anos. Na sua última passagem por aqui, o líder John Francis Bongiovi - ou só Jon Bon Jovi -, tinha 32 anos. Estava no auge da sua performance física e vocal. A banda liderava as paradas do Reino Unido e da Europa, com o disco "These Days". Com um cartucho cheio de hits e muito bem preparado, o Bon Jovi tocou em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

A banda que toca hoje em São Paulo, no Estádio Morumbi, e na sexta no Rio de Janeiro, pouco difere daquela. A idade, evidentemente, chegou. O vocalista e líder Jon Bon Jovi já é quase um cinquentão - ele completou 48 anos em março. As estripulias no palco precisam de um cuidado especial. Em junho, por exemplo, ele teve de sair do palco, em Nova Jersey, carregado pelos companheiros do grupo: Richie Sambora, Tico Torres e David Bryan. Durante a apresentação, após um salto performático, o vocalista sentiu uma fisgada na musculatura da panturrilha esquerda. Nem por isso ele abandonou o show. "Estou velho. O que posso dizer?", disse ao público, antes de engatar "Livin'' on a Prayer".

Sair em turnê, então, é o maior sacrifício físico. "Não sei como Mick Jagger consegue fazer isso. Ele é 20 anos mais velho do que eu!", brincou Bon Jovi. Por isso mesmo, antigas loucuras no palco devem dar lugar a uma apresentação mais previsível e correta. No seu último show anterior à vinda ao Brasil - Bon Jovi passou pela Argentina no último fim de semana, onde se apresentou para 45 mil pessoas, no estádio do River Plate -, ele avisou: "Agora estamos mais sábios. Estamos todos a serviço da canção. Nenhum de nós (da banda) está aqui para fazer ginástica vocal ou pirotecnia com a guitarra", afirmou o vocalista ao jornal argentino Clarín.

O que os motiva a tal esforço, diz ele, é o contingente de fãs. "Para o público, Bon Jovi é fundamentalmente uma banda para se ver ao vivo. Muitas das pessoas que estarão no show nos assistirão pela primeira vez", ele disse. "Eles não vão nos ver fazendo algo que não reconhecerão. Vão escutar o que conhecem bem. Temos uma enorme lista de hits para tocar durante umas 3 horas", declarou.

Jon Bon Jovi garante que o set list dos shows na América do Sul será bem variado. Diferentemente de outras bandas que passam por aqui e só tocam músicas do último álbum, o vocalista garante que todos que irão pela primeira vez num show do Bon Jovi poderão ouvir os grandes sucessos da banda - exatamente como aconteceu no show realizado há 15 anos.

Comemorando mais de 120 milhões de discos vendidos no mundo, a banda tem na turnê do novo disco, "The Circle", uma das mais bem-sucedidas da história: serão 35 shows em 30 países, até 2011. Hoje, a prioridade do Bon Jovi é agradar aos seus fãs. Por isso, o repertório dos dois últimos shows em Santiago, no Chile, na sexta-feira passada, e em Buenos Aires, na Argentina, no domingo, não variou muito. Todos os grandes hits foram lembrados. O cenário do show da turnê "The Circle" tem 150 toneladas e teve o uso de biocombustíveis para a geração de energia.

Fonte: Estadão Online
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